quinta-feira, 4 de julho de 2013

Empresas de Eike se recuperam e Bovespa opera em alta nesta quinta

Bom humor externo com BCE também impulsiona movimento. Na véspera, Ibovespa recuou 0,41% e fechou aos 45.044 pontos.

Fonte: G1


Após quatro dias de queda, o principal índice acionário da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&Bovespa) opera em alta nesta quinta-feira (4), ajudada pelo bom humor externo, depois que o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, sinalizou que a instituição pode reduzir as taxas de juros da região e afirmou que o fim do programa de estímulos está bastante distante. O dia também é de recuperação dos papéis das empresas do grupo de Eike Batista, que aparecem como os destaques de alta.

Às 11h23 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 2,24%, aos 46.051 pontos. Veja  cotação
Perto deste horário, os papéis da OGX, petrolífera de Eike Batista – que vêm amargando perdas profundas nos últimos pregões – subiam 15,38%, para R$ 0,45.
Também apareciam como as principais altas do dia as ações da MMX, que subiam 8,53%, para R$ 1,40; e as da LLX, com alta de 7,5%, para R$ 0,86.
As ações da MPX avançavam 11,01%, para R$ 7,16. Na quarta-feira, a empresa de energia com negócios complementares em geração elétrica e exploração e produção de gás natural na América do Sul, anunciou que oempresário Eike Batista renunciou ao conselho de administração da companhia. Em nota, também foi informado um aumento de capital privado de R$ 800 milhões para reforçar o caixa da MPX em meio a turbulências enfrentadas no mercado.
Quarta queda do Ibovespa
Na quarta-feira, o principal índice do mercado acionário brasileiro fechou em queda pelo 4º pregão consecutivo, mais uma vez pressionado pelo tombo da petrolífera OGX, de Eike Batista, em dia marcado também por preocupações com o cenário doméstico e tensões políticas no exterior.
Após um pregão volátil, o Ibovespa reduziu as perdas nos ajustes de fechamento, encerrando em baixa de 0,41%, a 45.044 pontos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Aécio Neves do PSDB - Brasil vive crise de identidade

Aécio Neves 2014: recusa da presidente Dilma Rousseff em debater com as oposições mostra uma mudança de perfil da política brasileira

Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente




O Brasil vive uma crise de identidade. A recusa da presidente Dilma Rousseff em debater ou ao menos avaliar as propostas levantadas pelos partidos de oposição para um “choque de moralidade” mostra que ela e o seu partido, o PT, abandonaram de vez a essência da democracia. Para o presidente nacional do PSDB e pré-candidato para 2014, Aécio Neves, a postura da presidente é o sinal de que as portas do governo federal estão definitivamente fechadas ao diálogo com a sociedade brasileira ou a qualquer corrente política ou social que não se tornem subservientes ao seus interesses.


A gota d’água para os líderes dos partidos de oposição foi a recusa de Dilma em dar uma resposta a uma pauta de propostas de reformas estruturantes que apresentaram em meados da última semana. Ficou evidente que a presidente, ao sinalizar que gostaria de se reunir com os opositores, queria, no fundo, apenas criar mais um fato político, mas sem nenhuma propensão à negociação.


“Estamos denunciando: o governo federal não quis conversar com as oposições e achamos que agora não há também nenhum sentido maior nessa conversa, porque nós apresentamos ao Brasil uma agenda objetiva. A presidente me parece não gosta do diálogo. Prefere o monólogo”, analisou, Aécio Neves.
É público e notório a posição contrária da oposição ao plebiscito proposto por Dilma para uma reforma política no Brasil. E neste ponto, o consenso seria realmente inviável.


Porém, outras propostas apresentadas pelo PSDB, DEM e PPS poderia perfeitamente serem abraçadas pelo governo federal. Neste caso se enquadram a proposta de redução pela metade dos quase 40 ministérios; o corte de cargos comissionados no governo federal e a adoção de índices mínimos do Orçamento da União em educação e saúde.

“Nosso papel é denunciar. A agenda que interessa ao Brasil, mais uma vez, está sendo adiada pelo governo”, acusa o pré-candidato para 2014, Aécio Neves.

O que é o nióbio?

O nióbio (Nb) é um metal de transição, cujo nome foi inspirado na deusa grega Níobe, que também batizou a personagem (gata) da série Roma.
Na tabela periódica, o nióbio é o elemento número 41. Na vida real, ele é muito usado na siderurgia, em ligas metálicas que depois são transformadas em automóveis, turbinas de avião, oleodutos, gasodutos – e até piercings.


Nos anos 60, Walther Moreira Salles achou que investir no nióbio seria um bom negócio. Hoje, sua família está entre as mais ricas do mundo, com fortuna estimada em US$ 27 bilhões (e, de acordo um ranking da Bloomberg, com dados de 2013, é a família mais rica do Brasil). Desse valor, US$ 13 bilhões vieram do nióbio.
É em Minas Gerais onde se concentra a maior parte (cerca de 75%) das jazidas de nióbio do país. O Brasil detém cerca de 98% das reservas desse mineral do mundo, ou seja, somos praticamente os únicos produtores.O nióbio é mais mineiro que frango com quiabo ou que o pão de queijo e mesmo assim muita gente nem ouviu falar dele. Por quê? Justamente porque ele é (relativamente) fácil e todo nosso.
“Tem muito nióbio no Brasil e ainda vai ter por muito tempo. E o país não colocou barreira para exportá-lo. O Brasil tem todo o nióbio que o mundo precisa, não é um problema político, como as terras raras e o petróleo”, explica o geólogo David Siqueira Fonseca, do Departamento Nacional de Produção Mineral.
Leia mais sobre os Moreira Salles e o nióbio no EXAME.COM

terça-feira, 2 de julho de 2013

Senador Aécio Neves defende corte de ministérios e de cargos federais

Aécio Neves: O governo federal teve que se confrontar com o Brasil real, onde as pessoas querem empregos de melhor qualidade, querem uma educação de maior qualidade, querem serviços públicos dignos. E se o governo insistir em não dar resposta a essas questões pode ser que a popularidade da presidente continue caindo.



O senador Aécio Neves - Foto: George Gianni/PSDB

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu um corte de metade dos atuais 39 ministérios para que o governo federal possa atender ao povo brasileiro, que cobra por melhores serviços de saúde, educação e transporte público e por mais investimentos em todo país.

Em entrevista nesta segunda-feira (01/07), Aécio Neves disse que a presidente Dilma Rousseff precisa dar uma resposta ao clamor da população, a começar pela redução dos atuais 25 mil cargos de confiança existentes no governo.

Como presidente nacional do PSDB, ele lamentou que a presidente não tenha convidado nenhum dos integrantes dos partidos de oposição para debater a atual situação do país.

Na entrevista a seguir, Aécio Neves fala sobre a importante queda de popularidade sofrida pela presidente Dilma e sobre a proposta de reforma política em discussão no Congresso.


Assuntos: Convite a oposições, reforma política, plebiscito, agenda do Brasil real, queda da popularidade da presidente Dilma.

Sobre proposta de reforma política.

Eu me lembro que a última vez em que a presidente da República falou sobre a reforma política foi no dia da posse no Congresso Nacional em seu discurso. Foi até muito aplaudida, inclusive por nós. Nesses dois anos e meio este tema não esteve na agenda do governo. É saudável até que ele esteja agora. Mas isso tem de ser feito com muita responsabilidade. O que estamos percebendo é o governo perdendo o rumo. No afã de dar respostas rápidas à sociedade brasileira, o governo está perdendo o foco mais uma vez. As oposições apresentaram uma agenda para o governo. O governo sequer se dispôs a comentá-la, o que mostra que realmente não há disposição de conversar com as oposições.

Houve convite às oposições?

Até agora não houve. Acho que neste instante até perdeu um pouco o sentido. Mostra que até nisso o governo federal tem dificuldades de tomar uma posição. Anunciou-se que haveria um convite às oposições, mas ela já conversou com todos aqueles que costumam concordar com as suas posições. Talvez até pelas oposições terem uma posição divergente da presidente, talvez por isso não tenhamos sido convidados.

O convite ao sr. não foi feito?

Não foi feito a mim. Não foi feito às lideranças e, repito, acho que perdeu um pouco o sentido. Porque nós apresentamos uma pauta ao governo que passa pelo corte de metade dos cargos em comissão e metade dos ministérios poderiam ser extintos; investimentos na saúde poderiam ser aprovados no Congresso Nacional, assim como na educação; o fim do programa mirabolante, eu diria patético, do trem bala que custará R$ 50 bilhões aos cofres públicos. Poderia se substituído por investimentos nos metrôs das capitais.

Esta é a agenda que a oposição apresentou. Infelizmente o que estamos vendo é o governo mais uma vez dando respostas laterais e tentando, com este plebiscito de reforma política, abster-se da sua responsabilidade.

O sr. está dizendo é que se houvesse o convite não seria aceito de qualquer maneira?

Até estávamos dispostos a aceitar, mas no momento em que parece que a presidente já teve o amém ou a aquiescência daqueles que costumam aquiescer com as posições da presidente, nós temos dúvidas sobre para quê seria esta reunião. Se for para discutir esta pauta, uma pauta que interesse efetivamente ao Brasil, acho que poderíamos aceitar o convite. Mas se for para tirar mais uma fotografia ao lado da presidente da República, acho que ela certamente tem coisas mais relevantes a fazer.

Para discutir plebiscito ou referendo, por exemplo, valeria a reunião?

Acho que não porque esta é a pauta criada pelo governo e que o Congresso deve definir. Defendemos que o Congresso tenha uma agenda rápida para votar a reforma política e que depois seria submetida a um referendo. Isso me parece o mais razoável. Fazendo um plebiscito sobre matérias que não são de opções apenas sim ou não. São de opções múltiplas. É na verdade tentar tirar o foco da questão central. O governo tem fazer o pacto da reforma do Estado, cortando pela metade os ministérios e cargos públicos, até para justificar investimentos em outras áreas.

Fazer um pacto com o Congresso para que tenhamos 10% das receitas líquidas do governo investidas em saúde. 10% do PIB em educação. Projetos de mobilidade, sobretudo nos grandes centros, como as obras do metrô que não foram feitas durante este governo. Esta é a agenda do Brasil real. Esta é parte pelo menos da agenda que levou tantos brasileiros às ruas. A questão da reforma política é necessária, mas tem de ser feita com responsabilidade e, a meu ver, pelo Congresso Nacional.
 
Temos que ver qual é o objetivo desse plebiscito. Se for esclarecer a população para que ela possa opinar e tomar medidas adequadas, obviamente precisaremos de um prazo maior para que as pessoas compreendam o que é sistema eleitoral, como é feita a questão do financiamento público, o que é coligação proporcional, suas vantagens e desvantagens. Temos que debater a questão do mandato, eventualmente passar para cinco anos sem reeleição. Então, um conjunto de medidas que tradicionalmente, em qualquer parte do mundo, não são submetidas a um plebiscito. 

Não temos essa tradição, pela complexidade das questões. Se é para fazer com seriedade, é preciso, no mínimo, um tempo razoável para que as pessoas saibam no que vão esta votando. Me parece, mais uma vez, uma manobra, como foi a da constituinte exclusiva, que colocava em risco a ordem jurídica vigente no Brasil. Apenas um instrumento para tirar o foco das questões centrais. A má administração do país, a falta de resposta às questões que são concretas. Da mobilidade urbana, da baixíssima qualidade da educação, da falência do sistema de saúde, do aumento da criminalidade. É isso que as pessoas querem ouvir da presidente da República. Se ela acha que transferindo para o Congresso a responsabilidade de convocar um plebiscito estará de alguma forma abafando tirando do centro essas aflições dos brasileiros, acho que mais uma vez ela se enganará.

Como o sr. vê a queda de popularidade do presidente, mas também do PSDB e de governos do PSDB.

Na verdade, foi um recado claro a toda classe política. Em especial, aos governantes. Como temos no Brasil um centralismo muito grande, vivemos quase que em um Estado unitário, onde o poder central pode tudo, no momento da dificuldade, também, as pessoas tendem a responsabilizar o governo federal. Por isso, a queda da presidente foi maior. E ficou claro que o Brasil cor-de-rosa da propaganda oficial, do Brasil sem miséria, do Brasil de serviços públicos de altíssima qualidade, não existe. O governo federal teve que se confrontar com o Brasil real, onde as pessoas querem empregos de melhor qualidade, querem uma educação de maior qualidade, querem serviços públicos dignos. E se o governo insistir em não dar resposta a essas questões pode ser que a popularidade da presidente continue caindo.

Qual seria uma resposta à altura?

Eu faria algumas coisas simbólicas. O governo paquidérmico que tem hoje o Brasil é uma das motivações dessas manifestações. Eu cortaria pela metade o número de ministérios, metade dos mais de 25 mil cargos comissionados. Cancelaria o programa, por exemplo, do trem-bala, que custará R$ 50 bilhões, enquanto os metrôs das grandes capitais brasileiras precisam de investimentos.

Garantiria o apoio da base, que faltou até aqui, para que 10% das receitas líquidas da União fossem para a saúde, 12% dos estados já vão e 15% dos municípios já vão. Aprovar aquilo que propõe o Plano Nacional da Educação – 10% do PIB investido em educação - a médio, longo prazo, com metas, gestão eficiente no Brasil. Enfim, existe um conjunto de ações que o governo poderia tomar até do ponto de vista simbólico. Quem sabe a presidente da República vir a público dizer que espera que o Supremo Tribunal Federal conclua rapidamente o processo do mensalão e aqueles, eventualmente condenados, seja punidos. É isso, é por isso que clamou a população brasileira. Vejo a presidente da República tratando lateralmente essas questões.

O sr. acredita que esse clima de insatisfação no Congresso, dentro do próprio PT, da base aliada, as discussões sobre fim, ou não, de reeleição, podendo ser tradadas ainda para 2014, o sr. acha que favorece o clima de volta Lula?

Esse é um problema que não é nosso. O PT já está vivendo. O instituto da reeleição, ele quase que te obriga à reeleição, ele é quase que compulsório. A não candidatura de alguém que está no cargo é, no mínimo, a falência daquele governo. Ela vem com um atestado de, enfim, incapacidade de enfrentar os problemas. Mas esse é um problema que não quero comentar, vamos deixar que o PT  o resolva no tempo certo.

A nossa preocupação agora é cobrar ações para agenda real do Brasil. E não é essa que o governo busca apresentar ao país, apenas a questão da reforma política. Transferindo à população uma decisão sobre algo que a própria Presidência da República não tem posição. Não seria natural que ela dissesse ao Brasil qual reforma política que acha adequada? Fim de coligações, voto distrital misto, lista fechada, financiamento público? Porque, cada vez mais, vejo confundir-se com a pauta da Presidência da República a pauta do seu partido, do PT. Não podemos fazer uma reforma que seja para perpetuar, ou ampliar, o tempo de permanência do PT no governo. Temos que fazer uma reforma para dar maior representatividade aos partidos políticos, para dar mais eficiência ao processo político. E, obviamente, mais conexão dele com a sociedade.

O PSDB faz alguma autocrítica, considerando as últimas pesquisas.

Todos nós, de alguma forma, recebemos um sinal muito claro. A população brasileira quer respostas. Não foi um sinal apenas a um partido. Mas aquele que está no poder central, que arrecada hoje e que mantém cerca de 70% de tudo do que é arrecadado hoje sobre seu controle, obviamente, sobre ele há uma cobrança maior. Mas temos que ter humildade para reconhecer esse recado que, repito, é a toda classe política brasileira. 


O que os manifestantes querem

Nos recentes movimentos ocorridos nas últimas semanas, uma pergunta era recorrente: Afinal, o que os manifestantes querem?


Fonte: Yahoo



No inicio a resposta era simples, eles querem cancelar o aumento nos preços das passagens de ônibus, mas, com a forte repressão ocorrida em São Paulo, outra motivação começou a aparecer – “Contra a violência e a repressão! Pela liberdade de manifestação!”
Mais alguns dias, a motivação se ampliou e os motivos foram aumentando. “Contra tudo que está aí!” – “Contra a PEC 37” – “Contra a corrupção” – “Por mais recursos para a educação e Saúde” -  “Contra os políticos e os partidos” – “Contra o governo” – “Contra a impunidade” – “Punição dos Mensaleiros”, e por aí vai.
Para tentar entender melhor o que estava acontecendo, a empresa Leadpix, por meio do seu braço de pesquisas online - Leadpix Survey,  foi a campo e realizou pesquisa com mais de 5 mil pessoas espalhadas no Brasil e obteve os seguintes resultados para a principal motivação de cada um durante o período de 20 a 25 de maio (apenas uma resposta era aceita):
- Sensação de impunidade, injustiça, corrupção = 34,66%;
- Falta de Investimentos em Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura = 20,46%;
- A Política em geral = 12,80%;
- A PEC 37 = 7,17%;
- O Excesso de impostos = 10,23%;
- A falta de transparência no uso do dinheiro público = 5,34%;
- Gastos excessivos com os eventos esportivos = 5,37%;
- O aumento do preço das passagens de ônibus = 1,74%;
- A repressão e violência policial = 1,95%.
- Não tenho opinião: 0,28%
Os resultados falam por si, considerando inexpressiva a participação dos respondentes que não tem uma opinião ou principal motivo. O aumento do preço das passagens e a repressão e violência policial são aqueles que inicialmente seriam (e eram) a principal motivação apontada. Definitivamente não é pelos 20 centavos! Mesmo a PEC 37 (Que até já foi rejeitada pelo Congresso como resultado das manifestações), os Impostos, a Copa e a falta de transparência ficaram com baixos percentuais.
O destaque efetivamente ficou com a “sensação de impunidade, injustiça e corrupção”, secundada pela “falta de investimentos em áreas críticas” e pela “política em geral”. Esses três itens somaram mais de 67% das respostas.
Conclusão: As motivações são várias, mas tem em comum uma falta de objetividade e algumas sensações difusas de “desconforto”. Isso não diminui a importância dos movimentos, antes pelo contrário, quanto mais difusas essas impressões, mais difíceis de serem satisfeitas. O governo, os políticos, os partidos, a imprensa, os estudiosos e analistas tem uma missão e um dever de casa. Traduzir essas sensações de desconforto em ideias, projetos, programas e decisões e coloca-las na mesa para que essa população possa escolher seus caminhos.
Um fato que não pode deixar de ser levado em consideração é a forma como toda essa mobilização se deu. Grande parte através das redes sociais e repercutindo em diversos   sites e blogs da Internet. O que já estava ocorrendo nos mercado de trabalho e educação, chegou ao campo político e, da mesma forma que a sociedade está absorvendo as tecnologias de informação e comunicação (TICs) no seu dia-a-dia, chegou a hora dos governos, políticos e partidos repensarem sua atuação considerando esse fato novo.
Ainda nessa mesma toada, deve ser pensado como as TICs podem ajudar na melhoria das condições de prestação de serviços em educação, saúde e segurança, e também e principalmente na transparência completa de todas as informações que demonstrem como os recursos disponibilizados pela sociedade para os governos estão sendo gastos.
Que esse movimento possa representar um salto na qualidade das informações, ações  e conhecimento trocado entre a população e seus governantes e representantes (isso é Política e Educação com letras maiúsculas!). Aliás, o uso indevido e distorcido destes três pontos pode trazer danos irreparáveis para o futuro da sociedade e para o melhor proveito do regime democrático adotado pelos brasileiros.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pesquisa mostra que Dilma perderia eleição para Aécio Neves e Marina no sudeste

Pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada ontem (29) no jornal Folha de São Paulo e no Blog do Fernando Rodrigues no UOL mostra queda da intenção de voto na presidente Dilma Rousseff e crescimento dos adversários, no caso, o senador Aécio Neves – PSDB – e Marina Silva – Rede.
Eleições 2014: Dilma atrás de Aécio Neves e Marina no sudeste.
No cenário com Dilma, Aécio, Marina e Eduardo Campos, a pesquisa mostra que no sudeste Dilma ficaria com 22% de votos, atrás de Marina (24%) e Aécio Neves (23%). Eduardo Campos, na região, tem 5% de intenção de votos. No caso, o sudeste é a região com o maior nível de escolaridade.

A presidente é sustentada com eleitores do nordeste, menos instruídos, mais velhos e do interior.


Veja AQUI a pesquisa no Blog do Fernando Rodrigues.



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Neymar vai para o Barcelona consagrado

Atacante foi ovacionado pela torcida no Maracanã e agora vai para a Espanha jogar ao lado de rivais

Fonte: MSN

Com dois gols de Fred e um de Neymar, seleção vence por 3 a 0 e conquista título no Maracanã (© Reuters)

RIO - Neymar saiu da Copa das Confederações consagrado. Foi eleito o melhor jogador do torneio pela Fifa, o nome da partida (pela quarta vez em cinco jogos) e foi ovacionado ontem por milhares de torcedores no Maracanã. Também recebeu a Chuteira de Bronze como o terceiro artilheiro do torneio, com quatro gols, atrás de Fred e Fernando Torres, com cinco. "Para muitos era impossível vencer a Espanha, mas nada é impossível. A equipe jogou muito, além do esperado e fizemos muita gente feliz."

O atacante se destacou nos confrontos com Japão, México e Itália – em cada qual marcou um belo gol – e também foi fundamental contra o Uruguai. Faltava a decisão com a atual campeã do mundo, e ele desequilibrou. Fez ótimas jogadas individuais, brindou o público novamente com outro bonito gol, e ainda deu um corta-luz de mestre para Fred ampliar. O melhor jogador em campo ainda não tem a dimensão exata da vitória sobre a Espanha.
"Não temos ideia da importância dessa conquista. Ainda não. Almejava isso desde a primeira convocação e conseguimos fechar com chave de ouro."

Com o torneio que fez, Neymar mostrou que suas atuações de gala não se limitavam ao Santos, seu ex-clube. À vontade na seleção, o craque fez a diferença. Por sua campanha, fez jus à recepção que teve há um mês, quando se apresentou como reforço do Barcelona.
Nas entrevistas nos últimos 33 dias, desde que a equipe se apresentou no Rio, Neymar preferiu o tempo todo dividir a responsabilidade das vitórias e da eventual conquista do título com todo o grupo de convocados. E ontem não foi diferente. "Agradeço a todos os meus companheiros e à torcida brasileira. Todos foram maravilhosos".

Depois da conquista e da maratona da Copa das Confederações, Neymar se prepara para fazer uma cirurgia na garganta, sexta-feira. "Vou resolver esse pequeno problema de uma vez e acabar com algumas dores que estou sentindo."

VOLTA POR CIMA

Em 2010, o técnico Dunga sofreu críticas por não ter levado Neymar ao Mundial. Logo depois, Mano Menezes começou a dar chances para o lépido atacante, mas Neymar deixou a desejar algumas vezes, principalmente na Copa América de 2011 e na Olimpíada de Londres, ano passado. Não correspondeu à expectativa da torcida, ansiosa por poder desfrutar do potencial do jovem atacante. Nesta Copa das Confederações, ele desencantou e mostrou que é "o cara" da seleção.