terça-feira, 9 de julho de 2013

Aécio passa Marina, no Paraná, e se aproxima de Dilma, mostra pesquisa

Aécio Neves: Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Instituto Data Veritas sobre a sucessão presidencial de 2014 mostra crescimento do pré-candidato tucano e presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), no Paraná.

Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente

Senador Aécio Neves: Eleições 2014
Aécio aparece em segundo, com 19,5% das intenções de votos. Dilma Rousseff (PT) tem 28,6%. Marina Silva, que tenta viabilizar sua pré-candidatura com a criação de um novo partido, tem 15,9%. Eduardo Campos (PSB) aparece com 2,4%, e Fernando Gabeira (PV), 0,7%. Não sabe/nenhum somaram 29,2% e Branco/nulo 3,7%.

Na pesquisa espontânea, Aécio está empatado com ex-presidente Lula em segundo, com 3,4%. Dilma tem 9,2%, Serra 1,4%, Marina 0,9%, Joaquim Barbosa 0,8%, FHC 0,4%, Eduardo Campos 0,3% e Alckmin 0,2%.

Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre os dias 12 e 26 de junho, em 102 cidades do Paraná. O levantamento foi feito a pedido do curso de Ciências Políticas da Uninter.

Rejeição

A presidente Dilma Rousseff é mais rejeitada pelos entrevistados, com 31,3%, seguida de Gabeira (6,7%), Marina (5,6%), Aécio Neves (4,3%), Eduardo Campos (2,9%). Não sabe/nenhum (46,7%) e Branco/nulo – 2,8%.

Paraná

A pesquisa do Instituto Data Veritas mediu também as intenções de votos para o governo estadual. O governador Beto Richa, do PSDB, aparece na frente, com 38,1%, seguido de Gleisi Hoffmann (PT), com 24,3% e Roberto Requião (PMDB), com 17,4%. Não sabe/nenhum somaram 17,40%, Branco/nulo (3,20%) e Joel Malucelli (PSD), com 1,4%
Já na corrida para o Senado quem lidera é Alvaro Dias, também do PSDB, com 34%. Osmar Dias (PDT) vem em seguida, com 22,9%; Orlando Pessutti (PMDB), com 6,5%; Ricardo Barros (PP) 5,5%; André Vargas (PT), 2,9%. Não sabe/nenhum somaram 24,5% e Branco/nulo, 3,9%.


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Plebiscito sugerido por Dilma terá ‘hora da verdade’ nesta terça-feira


Henrique Alves diz que Câmara decide se consulta pública será viável e qual procedimento deve ser usado após parecer do TSE

Fonte: Globo


BRASÍLIA — Nesta terça-feira será decidido pelos líderes dos partidos e o presidente da Câmara o destino da proposta da presidente Dilma Rousseff, de se fazer um plebiscito no país sobre reforma política. A considerar todas as ponderações feitas na semana passada, a ideia do plebiscito ainda este ano será enterrada hoje. Para o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), chegou “a hora da verdade” sobre o futuro do plebiscito. Após uma reunião com o vice-presidente Michel Temer, ontem, Henrique disse que sairá hoje uma decisão sobre que rumo tomar depois do parecer do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabeleceu prazo de 70 dias para organizar a realização do plebiscito.


— Amanhã (hoje), a gente vai tomar uma decisão a esse respeito. Vamos examinar os prazos que o TSE exigiu, os 70 dias, todo o procedimento constitucional e regimental. De amanhã, não passa. Tem que dizer ao Brasil o que vai ser feito em relação a isso e deixar muito claro que tem que haver realmente, independentemente do instrumento utilizado, uma consulta popular: ou por referendo, ou por plebiscito. E encarar a questão de poder ser para 2014 ou 2016. Está na hora de a verdade surgir e ficar muito claro, transparente ao povo brasileiro — disse Henrique Alves.

Na semana passada, o próprio governo praticamente enterrou a ideia do plebiscito. O vice-presidente Michel Temer chegou a dizer que era inviável realizar no prazo dado e para ter aplicação em 2014, mas depois negou que o governo tivesse recuado. Henrique Alves havia prometido instalar nesta terça-feira um grupo de trabalho para discutir a reforma política, mas essa decisão também pode ser adiada.

O projeto de lei que faz mudanças na lei eleitoral, que foi discutido em grupo coordenado pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), foi incluído na pauta da Câmara desta terça-feira, mas há partidos contrários à votação do texto. Mas também não deve avançar, porque contem pontos polêmicos, como o artigo que permite que votos dados a candidatos que concorrem com o registro indeferido — alguns porque estão enquadrados na Lei da Ficha Limpa — sejam computados, no dia da eleição, à legenda pela qual ele concorreu.
— Esse é um absurdo total. Como uma pessoa com a candidatura impugnada pode ter seus votos computados para a legenda? É um excrecência, em um momento que precisamos de depuração, de ouvir o que vem das ruas — criticou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), anunciando que o PSB não concordará em votar o texto.

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), também afirmou que não há clima para votar, neste momento, qualquer mudança na lei eleitoral:
— Toda e qualquer medida poderia parecer que está sendo aprovada para favorecer os parlamentares.

No Senado, houve uma desaceleração no ritmo de votações. Estava prevista para ontem a votação em plenário da PEC 37/2011, que acaba com o segundo suplente de senador e proíbe que o suplente seja cônjuge ou parente consanguíneo. No entanto, por falta de quórum e pelos pedidos de senadores para incluírem itens na proposta, a votação foi adiada. Agora, só depois de um levantamento de todas as matérias que tratam o tema, o Senado irá apreciar a PEC. Outra PEC anunciada na semana passada como prioritária, a 71/2012, que unifica as eleições e aumenta os mandatos para seis anos, também ficará para depois.

Outros temas polêmicos, como a proposta do Passe Livre Estudantil, também podem ser adiados, já que o recesso no Congresso terá início no próximo dia 17. Henrique Alves disse ontem que vai conversar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre a chamada “pauta-bomba” com projetos que aumentam gastos, num momento em que o governo anuncia um corte de R$ 15 bilhões nas despesas.

— É uma preocupação natural, temos que conciliar (a pauta de projetos) realmente nesta hora de ajuste econômico e fiscal. Vamos ter que ajudar e contribuir. Há muitos temas a serem discutidos, vamos avaliar com o senador Renan Calheiros — disse Henrique Alves.




segunda-feira, 8 de julho de 2013

Padrão Felipão - Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Aécio Neves: A presidente Dilma Rousseff cometeu enorme injustiça com o técnico Luiz Felipe Scolari ao dizer que seu governo tem um "padrão Felipão". Foi uma comparação infeliz, já que em nada os "times" se assemelham. A primeira grande diferença é que Felipão convocaria os melhores, e não os mais próximos ou os mais amigos.

Fonte: Folha de S.Paulo

Senador Aécio Neves: líder da oposição


Por tudo que os brasileiros conhecem dele, sabem que não toleraria qualquer tipo de privilégio. Transparente como é, seria intransigente com os desvios, a má conduta e a corrupção. Corajoso, jamais jogaria só para a torcida, evitando decisões às vezes difíceis e impopulares, mas necessárias.

Onde o treinador está a sua liderança se estabelece naturalmente pelo respeito e competência. Suas firmes convicções nunca o impediram de aceitar críticas e reconhecer erros quando eles ocorrem.

Aprendeu a acolher o sentimento nacional do que se convencionou chamar, simbolicamente, de pátria de chuteiras, que jamais imaginou dividir em duas. Não ignora o que gritam as arquibancadas. Sabe, como poucos, canalizar a energia da massa em favor do seu time para a superação de grandes desafios.

Se introduzido como paradigma para administração pública, o padrão Felipão mudaria importantes prioridades do governo. Logo de início, certamente armaria uma defesa intransponível contra a inflação.

Seus volantes marcariam a corrupção sob pressão. A articulação do meio-campo se daria sob o regime de alta transparência e solidariedade de esforços. No ataque, a criatividade e o talento brasileiros ganhariam espaço e estímulo para aplicar goleadas nos nossos verdadeiros inimigos --a desigualdade, a ignorância, a violência, a injustiça e o baixo crescimento.

Com um padrão Felipão correríamos dez vezes mais, de forma organizada, perseguindo objetivos claros. A leniência estaria fadada ao banco de reservas, a incompetência levaria cartão vermelho assim que entrasse em campo, e o improviso não provocaria vaias nos estádios lotados.

O estilo Scolari não canta vitória antes da hora, não permite salto alto e nem desrespeito ao oponente. Entende adversários como adversários, nunca como inimigos, e é capaz inclusive de reconhecer méritos neles. É duro, mas leal e verdadeiro. Sofre cada segundo enquanto seus jogadores se matam em campo pelo melhor resultado. Quando perde --e às vezes perde--, é o primeiro a assumir suas responsabilidades. Não a transfere nem terceiriza e sempre acrescenta algum aprendizado.

Exemplos como o do técnico são preciosos quando ultrapassam a fronteira do utilitarismo e da apropriação indevida e incorporam valores como qualidade, espírito de equipe e convergência em torno de causas comuns. Sem esquecer o mais importante: o Brasil em primeiro lugar.


Os deslizes da Geração Y

Você acaba de se formar, arrumou um emprego legal, acha que está caminhando na direção certa e, de repente, ops! Um deslize quase põe tudo a perder! Para não ser pego de surpresa, veja quais são os comportamentos menos aceitáveis no início da carreira

Fonte: Yahoo


Eles estão tomando conta do mercado. Recém-formados, os profissionais da chamada Geração Y, tem vinte e poucos anos e muitos objetivos. Mas, para que construam uma carreira de sucesso sem abandonar suas ideologias, há um extenso caminho a ser percorrido. E alguns deslizes fazem parte do percurso, principalmente aqueles que estão relacionados a competências comportamentais.
A consultora da Resch Recursos Humanos, Jacqueline Resch, diz que o profissional em início de carreira deve estar atento a tudo. "Ele precisa aprender não somente sobre sua atividade, mas sobre o mundo do trabalho, suas regras, as relações de poder e influência, a cultura da empresa e como se relacionar, gerenciar conflitos e formar alianças construtivas", sintetiza, dizendo, ainda, que hoje o mercado espera profissionais com espírito empreendedor, criatividade, iniciativa, energia para realizar, flexibilidade, capacidade de influenciar, capacidade analítica e de solucionar problemas e muitas outras. "É preciso aprender mais do que "o que fazer". É preciso aprender "como fazer" e ainda a "fazer junto"", pontua.
E, nesse caldeirão, ocorrem alguns acertos e erros. Muitas vezes, os acertos vão passar despercebidos mas os erros, esses, sim, serão pontuados. O pior é que alguns podem deixar marcas que não se apagam e prejudicar o futuro profissional do recém-formado. "No longo prazo, isso pode levar o profissional a fazer escolhas erradas, conquistar inimigos, não criar relações baseadas em confiança", explica a coaching Valéria Ritis. Então, equilíbrio é a peça-chave para uma carreira sólida. "Quem não vence suas próprias inseguranças e não arrisca acaba não progredindo, nem como especialista e, muito menos, como gestor. Da mesma forma, quem é autocentrado, não tem consciência de seus próprios limites e não consegue trabalhar em equipe, não se sustenta no longo prazo", analisa Jacqueline.
Como ninguém está livre de cometer erros, se eles acontecerem, o importante é reconhecer o deslize e ter consciência de seu potencial (reconhecendo também o potencial dos outros). "Analise o porquê cometeu aquele erro, como poderia ter feito diferente para não falhar, o que faltou, o que houve em demasia. Reconheça o deslize sem culpa, tenha confiança de que poderá fazer corretamente da próxima vez e jamais transfira a responsabilidade de seus erros para outra pessoa. Assuma-se e sempre será respeitado por isso", aconselha Valéria.
E você: faz parte da Geração Y e não sabe quando perde a linha? Os especialistas contaram quais são os principais erros dos profissionais em início de carreira. Veja:
Falta de postura
Nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Postura individualista, nem pensar. Você faz parte de uma equipe e deve pensar no grupo sempre. "Adotar uma postura passiva, esperando sempre orientações e evitando a iniciativa por medo de errar também não é o ideal", diz Jacqueline. Outra questão que merece atenção é o respeito às regras da Empresa e as de convivência. O melhor é manter um bom relacionamento com colegas e superiores sempre.
Arrogância
Um erro muito comum, segundo Jacqueline é adotar uma postura de quem sabe tudo e pode tudo, não reconhecendo a experiência e as ideias dos colegas, sejam os mais maduros ou os que pensam de forma diferente. Por ter vindo de escola e faculdade de primeira linha, por ter MBA no exterior e um currículo bem recheado, o jovem entende que possui competências suficientes e passa a ignorar a experiência de seus pares. "Agindo dessa forma, pode perder a grande oportunidade de vivenciar experiências valiosas para a carreira", explica Valéria. A dica da coaching é: reconheça e valorize seu potencial, mas não ignore o potencial e experiência dos demais. "Ouça, observe, analise, respeite e seja humilde para aprender e compartilhar conhecimento", ressalta.
Falta de preparação
Para César De Lucca, a falta de preparação adequada para a posição desejada é um dos problemas dos principiantes. "Subir na carreira exige esforço e não combina com todos os fins de semana na praia ou nas baladas", diz. Para quem quer se destacar é necessário investir cursos de aperfeiçoamento e idiomas. "Hoje em dia não se pode progredir sem maior preparação", justifica o consultor.
Querer queimar etapas
Outra situação recorrente é que muitos jovens se frustram por almejarem uma posição mais "nobre" e ganharem uma chance em algo mais operacional. "O erro é querer pular etapas que serão importantes para o aprendizado, não só técnico, mas, principalmente, para o amadurecimento por meio de experiências que só são adquiridas na prática e são fundamentais para o desenvolvimento da carreira", observa Valéria. E Jacqueline completa: "Não dá para entrar em uma empresa já querendo ser gerente".
Dar mais importância a cargo e salário do que ao aprendizado
A inquietude da geração Y fez crescer o troca-troca de emprego em um curto espaço de tempo. Mas os especialistas não acham que isso seja tão positivo quanto pensam os iniciantes. "Para quem está começando a carreira é importante adquirir vivência profissional num período que complete um ciclo de aprendizado. Esse ciclo pode ser de dois, três anos ou mais. Depende de cada um. Trocar de emprego a toda hora poderá prejudicar esse ciclo", aponta Valéria Ritis. É importante que, uma vez que a empresa ofereça condições adequadas de trabalho e aprendizado, o jovem vivencie tudo de bom que a empresa possa oferecer e também os problemas. "Saber lidar com situações adversas só beneficiará o profissional, por mais que possa parecer o contrário. As pessoas aprendem mais pelas dificuldades e tornam-se mais preparadas com o passar do tempo. O ideal, no meu ponto de vista, seria passar pelo ciclo de aprendizado pensando na carreira que pode galgar na empresa em que está", aconselha Valéria. E Jacqueline finaliza: "A capacidade de lidar com frustrações, também é uma competência muito importante para quem quer fazer uma carreira de sucesso".
As boas características da Geração Y
Não pense que tudo está perdido! Apesar dos arroubos que, por um momento, podem colocar tudo a perder, a Geração Y é cheia de qualidades. Inovação, criatividade, flexibilidade, adaptabilidade, liberdade de expressão, autoconfiança, desprendimento a velhos padrões são alguns dos pontos positivos destacados por Valéria Ritis. Já segundo Jacqueline Resch, essa nova geração de profissionais domina a tecnologia, é multitarefa, ativa e rápida. "Esses profissionais aceitam a diversidade, os pontos de vista diferentes e vários caminhos para se atingir um objetivo", pontua.
Esses recém-formados também exigem coerência e consistência de seus líderes. "Esses jovens são questionadores, não se contentam com respostas prontas: vão a fundo, pesquisam, querem saber mais. Prezam a qualidade de vida não só no discurso, mas na prática", completa Valéria Ritis. E não deixam de lado a ambição mas valorizam equilíbrio entre trabalho e lazer. Ser workaholic? Nem pensar! "Eles querem ganhar muito dinheiro sim, mas sem perder a vida toda no trabalho", diz Valéria.
César De Lucca, Gerente de Transição de Carreira da Thomas Case & Associados, afirma que, para a Geração Y, o sucesso não é medido em assumir cargos de comando com grandes pacotes econômicos de remuneração. "O foco é qualidade de vida, satisfação com a escolha profissional e não é medido o sucesso apenas com prestígio e dinheiro", ressalta.
Para não ficar na corda bamba e trilhar uma estrada profissional de sucesso, lembre-se de que somente os que se destacam por formação, atualização e dedicação irão progredir da forma planejada. "Quanto mais cedo se tomar consciência destes erros e evitá-los, mais cedo o sucesso virá, porém nunca é tarde pra começar a ter foco, estudar e se dedicar. O mais importante é uma correta correlação entre planejamento de carreira, objetivo e sucesso", finaliza César.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

'Plebiscito nasceu morto', diz Aécio

Presidente do PSDB, Aécio Neves,vê 'fim antecipado' de um governo 'sem respostas'.
Governo desistiu de aprovar reforma política para vigorar em 2014.


O senador Aécio Neves em Brasília

                                                              Aécio Neves: 'Plebiscito nasceu morto!'


Brasília – 04-07-13
O plebiscito nasceu morto?


Nasceu morto e o governo sabia disso. O governo, quando criou a Constituinte exclusiva, que durou 24 horas, sabia que ela era inviável. Quando apresentou uma proposta de plebiscito sobre temas tão complexos em um prazo tão curto, sabia que era inviável. Era um engodo. Era uma forma de desviar a atenção da população das questões centrais. O governo erra muito e quem perde é a população brasileira. Infelizmente, estamos vendo passar o tempo e as questões centrais, da mobilidade urbana, da saúde de qualidade, da diminuição desse número escandaloso de ministérios e de cargos em comissão, melhoria da qualidade da segurança pública, nada disso acontece no Brasil. O que estamos assistindo, infelizmente para o Brasil, é o fim antecipado de um governo que não consegue dar respostas, não consegue mostrar efetivamente que tem disposição. Em primeiro lugar, de reconhecer os seus equívocos, de fazer um mea culpa e iniciar uma fase nova. O governo velho continua falando para um Brasil novo, que surgiu das ruas.

Fala-se em fazer um plebiscito junto às eleições do ano que vem. Isso parece mais razoável?

O que seria razoável hoje é o governo assumir a sua responsabilidade. O governo tem um mandato que só se encerra no final do ano que vem. O governo tem que garantir financiamento para a saúde, para a educação. O governo tem que cortar os gastos supérfluos, tem que investir nos metrôs das capitais, tem que agir com ética e com decência. É isso que o Brasil quer. Nós, congressistas, temos sim que votar, dentre tantas questões, o tema da reforma política. E nós da oposição defendemos que, votada a reforma política, possamos submetê-la a um referendo junto com as eleições do ano que vem. Isso é racional, isso é bom para o Brasil. O resto é engodo. O resto é um governo que não tem coragem de assumir as suas responsabilidades.

E fazer uma reforma política fatiada, ou seja, votar os projetos aos poucos como vem se falando?

Acho que esse é o único caminho. Até porque a maioria que você tem para determinado tema não é exatamente a mesma maioria que você tem para determinada outra questão. O PSDB estará apresentando na próxima terça-feira, em uma reunião da sua Executiva, um conjunto de ideias consensuais no partido. Vamos conversar com outras forças partidárias já na próxima semana e estamos dispostos a construir uma agenda, no Parlamento, para uma reforma política. Veja bem, que atenda ao país, e não ao partido da presidente da República.

E como o sr. vê a questão das outras metas, dos outros pactos que foram propostos pela presidente? Tem algum saindo efetivamente?
Eu, talvez até ingenuamente, acreditei na proposta de um pacto. Fui à tribuna, como presidente do maior partido de oposição, apresentei uma agenda à presidente da República. Uma agenda na qual muitos dos temas dependiam da sua própria vontade pessoal.  E aguardava, obviamente, que a presidente da República chamasse a oposição para dialogar. 

Se você quer um pacto com o país, você de chamar aqueles que tiveram quase metade dos votos nas últimas eleições. Não. Ela preferia fazer um pacto com aqueles que dizem amém.

A presidente chamou governadores e prefeitos de estado e constrangeu a todos porque só ele teve direito à palavra. Não foi um diálogo. Foi um monólogo. Chamou um segmento da sociedade que o governo controla. Muitos que recebem mesada do governo. E ignorou segmentos políticos que representam metade da população brasileira. O PSDB governa metade da população do Brasil através de seus governos. Nas últimas eleições, no primeiro turno, a presidente teve menos da metade dos votos. Lamentavelmente, não era um pacto, era uma forma de mais uma vez transferir as responsabilidades que são dela, que são do seu governo, do seu partido que governa o Brasil há dez anos e seis meses para o Congresso Nacional.

E voltou como um bumerangue. A proposta equivocada, o erro na verdade, tem uma velocidade própria. E a presidente da República está conhecendo a velocidade do erro. A Constituinte durou 24 horas e a proposta do plebiscito não durou duas semanas.

Em relação à questão do voto secreto, o presidente Renan disse que não vem para o plenário tão cedo e uma outra questão seria em relação à oposição que não estaria de acordo em acabar com o voto secreto em todas as votações.
Defendemos, há muito tempo, o fim do voto secreto. Em todas as votações. Com uma exceção que eu pessoalmente acho que tem de haver. Na votação de vetos. Porque preservar o voto secreto na derrubada de um veto presidencial é preservar o parlamento das pressões do Poder Executivo. Porque com o voto aberto na maioria grande que o governo tem, é muito difícil de ser derrubado. Então, em todos os outros casos os votos devem ser secretos porque a lógica nos vetos é a lógica inversa. O voto secreto preserva a vontade do parlamentar, a decisão pessoal do parlamentar, e inibe essa decisão de pressões do Poder Executivo. Portanto, defenderemos, a partir da próxima semana, o fim do voto secreto em todas as votações, preservando no veto para que não haja pressão do governo federal.

Teve algum conversa do PSDB com o presidente Renan sobre isso?

Ainda não porque o PSDB vai reunir na terça-feira, pela manhã, sua Comissão Executiva e vai apresentar um conjunto de propostas em relação à reforma política que vão do voto distrital misto, passando pelo fim das coligações proporcionais, pela cláusula de barreira e também pelo fim do voto secreto. Mas vamos detalhar isso, obviamente, a partir da aquiescência dos meus companheiros da direção nacional do partido na próxima terça-feira.


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Até Tu Barbosa!?



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, usou recursos da Corte para se deslocar ao Rio de Janeiro no final de semana de 2 de junho, quando assistiu ao jogo Brasil e Inglaterra no estádio do Maracanã. O STF diz que a viagem foi paga com a cota que os ministros têm direito, mas não divulgou o valor pago nem qualquer regulamento sobre o uso da cota.
O tribunal confirmou à reportagem que não havia na agenda do presidente nenhum compromisso oficial no Rio de Janeiro durante o final de semana do jogo no Maracanã. Barbosa tem residência na cidade e acompanhou o jogo ao lado do filho Felipe no camarote do casal de apresentadores da TV Globo Luciano Huck e Angélica. Segundo a Corte, porém, apenas o ministro viajou de Brasília com as despesas pagas pelo STF. Os voos de ida e de volta foram feitos em aviões de carreira.
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de maio deste ano mostrou que ministros têm usado recursos da Corte para viagens durante o recesso forense, quando estão de férias, e para levar as mulheres em diversos voos internacionais. O total gasto em passagens para ministros do STF e suas mulheres entre 2009 e 2012 foi de R$ 2,2 milhões. Neste período, Barbosa utilizou recursos da Corte para passagens enquanto estava de licença médica e não participava dos trabalhos em Brasília. Os dados oficiais foram retirados do portal da transparência do Supremo após a reportagem por supostas "inconsistências".
O Supremo diz que os ministros dispõem de uma cota para voos nacionais tendo como base uma decisão tomada em um processo administrativo durante a gestão de Nelson Jobim na presidência da Corte. Segundo o STF, a cota equivale a um deslocamento mensal para o estado de origem com base na tarifa mais alta para voos entre Brasília e Sergipe, devido ao fato de o ministro já aposentado Carlos Ayres Britto ser o integrante da corte naquele momento que morava na unidade da federação mais distante.
De acordo com o tribunal, a cota é anual e não é submetida a controle. As passagens podem ser usadas a qualquer momento, inclusive no recesso parlamentar, durante licenças, ou para viagens motivadas por interesses pessoais dos ministros.
À exceção do recém-empossado Luís Roberto Barroso, e de Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Teori Zavascki, os outros sete integrantes da atual configuração do tribunal usaram passagens áreas pagas pelo Supremo durante os recessos de julho e janeiro entre 2009 e 2012 segundo os dados que estavam no portal do próprio STF.

Fonte: Yahoo

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Choque de Gestão – Aécio Neves: MG propõe Fundo Estadual do Idoso

Governo de Minas quer ampliar suas políticas de proteção e melhoria da qualidade de vida dos idosos é o Choque de Gestão de Aécio Neves mostrando que traz melhorias para o estado.


Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente

Senador Aécio Neves: Choque de Gestão

O Governo de Minas tem buscado ampliar suas políticas sociais iniciadas com o Choque de Gestão, implantado por Aécio Neves a partir de 2003. A atenção aos idosos é o foco de projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e que sugere a criação do Fundo Estadual do Idoso (FEI).

O projeto foi encaminhado pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Cássio Soares, no início deste mês. O intuito é captar recursos financeiros para ampliar as políticas públicas e ações voltadas para os idosos no Estado.

Desde 2003, no início do primeiro mandato de Aécio Neves, o Governo de Minasdesenvolve programas e ações de proteção aos idosos. É o caso do Digna Idade, uma iniciativa do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). Por meio dele, o Estado oferece suporte às instituições que atendem à população idosa. Desde 2003, cerca de 500 instituições foram assistidas, beneficiando aproximadamente 20.000 idosos em Minas Gerais.

Recentemente, o Governo de Minas também lançou a Campanha de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e o Serviço Social do Comércio (Sesc/MG). A ação abrange todo o Estado e busca sensibilizar e incentivar a população a denunciar qualquer violação ao direito dos idosos.

De janeiro a maio deste ano, os casos de maus-tratos a idosos registrados no Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19) – órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social – tiveram um aumento de 43,8% em relação ao mesmo período de 2012. No ano passado, foram quase 1.200 denúncias recebidas, sendo maioria delas fruto de maus-tratos familiares.

Com 2,6 milhões de idosos, Minas Gerais é o segundo estado brasileiro com o maior número de pessoas com mais de 60 anos, atrás somente de São Paulo. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad), divulgada no segundo semestre de 2012 pelo IBGE.

Se aprovado, o Fundo Estado do Idoso será fundamental para que o Governo de Minas continue ampliando as políticas públicas específicas criadas desde o Choque de Gestãocom Aécio Neves.