quinta-feira, 25 de julho de 2013

Aécio Neves: Aprovação do governo Dilma cai de 55% para 31%, aponta CNI

A  Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou  nesta quinta-feira (25) que a aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu 24 pontos percentuais e atingiu  31%. Avaliou-se ainda que 37% que consideraram o governo como apenas "regular".

Fonte: G1

Atauques do PT contra o senador Aécio Neves

Diante do cenário atual o trabalho do partido dos trabalhadores para reeleger Dilma se torna cada vez mais difícil. Dentre seus principais adversários, o que mais se fortalece e o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, que pode fechar uma aliança poderosa com o PMDB e pelo visto, em um eventual segundo turno, com a rede de Marina Silva e o PSB de Eduardo Campos.

Vale a lembrança que, diante da ameaça do senador Aécio crescer e pular na frente nas pesquisas, a guerrilha virtual do PT já espalha mentiras sobre o senador tentando manipular os dados na internet. Nessa semana, o colunista Ricardo Setti desmascarou e reconheceu que a guerrilha do PT escolheu Aécio Neves como o maior adversário do partido para 2014, ao espalhar mentiras e calúnias contra o senador mineiro.

O vale tudo para a reeleição do PT começou – leia na integra a matéria do colunista Ricardo Setti 

Brasil conquista quatro Libertadores seguidas pela primeira vez

O primeiro título de Copa Libertadores da América do Atlético-MG, conquistado em emocionante disputa de pênaltis contra o Olimpia em um Mineirão lotado, garantiu um feito...

Fonte: MSN


O primeiro título de Copa Libertadores da América do Atlético-MG, conquistado em emocionante disputa de pênaltis contra o Olimpia em um Mineirão lotado, garantiu um feito histórico para o futebol brasileiro na competição. Foi a quarta conquista consecutiva de um clube do país, algo inédito até então.

O predomínio atual do Brasil na Libertadores começou em 2010, com o Internacional. Nos dois anos seguintes, dois times alvinegros de São Paulo - Santos e Corinthians - gravaram os seus escudos no troféu continental.

Antes da sequência vitoriosa de Inter, Santos, Corinthians e Atlético-MG, o máximo que o futebol brasileiro havia celebrado tinha sido um tricampeonato, com Cruzeiro (1997), Vasco (1998) e Palmeiras (1999).

A Argentina já havia obtido quatro títulos seguidos de Libertadores. Maior campeão do torneio, com sete taças, o Independiente garantiu a glória ao seu país com os triunfos em 1972, 1973, 1974 e 1975.

O título do Atlético-MG ainda serviu para o Brasil diminuir a desvantagem que tem para os argentinos no total de títulos de Libertadores. Agora, o placar está 22 a 17 a favor da nação vizinha.

Na última vez em que um time brasileiro não levou a Libertadores, a derrota havia ocorrido justamente no Mineirão, local da final de 2013. O Cruzeiro caiu diante do Estudiantes, da Argentina, na ocasião, em 2009.


Após ganhar por 2 a 0 no tempo normal e ficar no 0 a 0 na prorrogação, Galo fatura título nos pênaltis (© AP)



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ricardo Setti comenta sobre as denúncias contra o senador Aécio Neves

Aécio Neves: acusação nada tem com ladroagem -- e nem sequer foi julgada. O senador vê "viés político" no processo (Foto: Pedro França / Agência Senado)

O colunista da Veja, Ricardo Setti, comentou em seu blog sobre as acusações e mentiras que o PT vem espalhando sobre o senador Aécio Neves.



Amigas e amigos do blog, tenho recebido vários supostos “comentários” — excetuado um ou outro, os demais com todas as características de enviados por militantes petistas — que insistem em perguntar por que razão o blog não trata de um suposto “desvio” de 4,3 bilhões de reais de recursos da saúde praticado pelo atual senador Aécio Neves (PSDB) quando governador de Minas Gerais (2003-2010).
Fazem supor que Aécio, como governador, “desviou” dinheiro público.
Seria, portanto, ladrão.
Acho necessário, por isso mesmo, explicar o que está havendo.
O que há é algo a que estão sujeitos quaisquer ex-governantes: a uma ação de iniciativa do Ministério Público de Minas, tendo à frente a promotora Josely Ramos Pontes, que questiona, junto à Justiça, os critérios dos investimentos em saúde feitos por Aécio como governador.
O principal ponto do processo é impugnar que sejam considerados investimentos em saúde, além do dinheiro dos cofres estaduais aplicados no setor, os recursos próprios aplicados pela estatal Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em saneamento.
Além disso, a promotora levanta a possibilidade de que hajam sido transferidos fundos do Tesouro de Minas para a Copasa, o que não seria legal. A Advocacia-Geral da União, que defende perante a Justiça os ex-governadores, já apresentou provas de que não houve transferência de dinheiro — a única forma de o Tesouro de um Estado injetar recursos numa empresa pública é via aumento de capital, o que não ocorreu, segundo a Comissão de Valores Mobiliários, que fiscaliza empresas com capital em bolsa, como é o caso da Copasa.
Foram apresentados também documentos de auditorias realizadas pela própria empresa e por empresas especializadas independentes corroborando que não houve injeção de dinheiro.
MP estadual também processou Itamar pelo mesmo motivo
Diga-se de passagem que não se trata de uma “acusação” apenas contra Aécio. A mesma integrante do Ministério Público mineiro, junto com dois colegas, já havia movido ação semelhante contra o ex-governador e ex-presidente Itamar Franco, falecido em 2011.
De todo modo, a promotora pretende que a Justiça enquadre Aécio por improbidade administrativa (lei nº 8.429, de 1992).
Itamar Franco: o ex-presidente, de reputação ilibada, sofreu o mesmo tipo de processo por seu governo em Minas (Foto: Agência Senado)
Tanto Aécio como o ex-presidente Itamar — cujo processo foi extinto por sua morte, em 2011 — estariam enquadrados na legislação porque teriam deixado de seguir conduta obrigatória, não investindo em saúde os percentuais do Orçamento estadual previstos em lei, mesmo que não tenha havido prejuízo ao Tesouro. Para a promotora, ocorreu um dano moral.
“A acusação é apenas de um suposto desvio de finalidade na utilização dos recursos”, disse Aécio ao blog. “Não existe nenhum centavo desaparecido de nenhum lugar”. Ademais, acrescenta o senador, “os valores referem-se a investimentos em saneamento feitos nas regiões mais pobres do Estado. ( pequenas comunidades dos vales do Jequitinhonha e Mucuri ), o que ajudou a salvar a vida de milhares de crianças pobres”.
O senador considera que o processo tem “claro viés político”.
Governo Lula fez coisa parecida, e foi considerada legal
Se a tese defendida pela promotora valesse, até o governo federal lulopetista teria problemas, uma vez que, durante o lulalato, recursos do programa Fome Zero foram declarados como investimentos em saúde e aceitos sem problemas pelo Tribunal de Contas da União. Vários Estados brasileiros procederam da mesma forma, inclusive Estados com governadores petistas, como o Rio Grande do Sul, com Tarso Genro.
Os percentuais dos orçamentos da União, dos Estados e municípios foram estabelecidos no ano 2000 pela emenda constitucional número 29, aprovada pelo Congresso. Houve, porém, uma grande disputa política pela regulamentação da emenda que se estendeu até no ano passado.
Enquanto a emenda não foi regulamentada, ficou cabendo aos tribunais de contas dos Estados decidir o que podia ou não ser classificado como investimento em saúde. No caso mineiro — como, aliás, nos dos demais Estados na mesma situação –, o Tribunal de Contas considerou regular a conduta do governo. Em Minas, o Tribunal “recomendou”, porém, que se diminuíssem os valores investidos pela estatal de saneamento.
Mas não resta dúvida de que, tecnicamente, Aécio é réu de um processo, o que é muito diferente de considerá-lo ladrão, criminoso ou responsável por improbidade administrativa. No começo do mês passado, julgando ação impetrada pela Advocacia-Geral da União, o Tribunal de Justiça de Minas, em decisão não definitiva, analisou os pressupostos técnicos para a existência da ação e considerou que, sim, eles existem e o processo pode seguir adiante.
Não houve, contudo, nenhuma decisão sobre o mérito da questão.
A campanha em curso na web acusando Aécio de crimes é orquestrada por gente, sobretudo do PT, que quer de toda forma atingir o candidato do PSDB a presidente em 2014. Mas até críticos duríssimos do partido e dos tucanos vêm mostrando que se trata de mentira. Vejam, por exemplo, este link.



Após descanso, papa Francisco viaja a Aparecida; veja agenda da JMJ













A viagem desta segunda constitui um dos momentos mais especiais para o Papa, que afirmara seu desejo de ir à cidade de São Paulo no exato momento em que soube que viria para o Brasil. Francisco deve partir às 7h45 de avião ao Aeroporto do Galeão em direção a São José, a 70 km de Aparecida, para onde segue de helicóptero. Inicialmente, toda locomoção seria feita por meio de helicóptero, mas o mau tempo que afeta o Sudeste impôs o uso de avião.Após um dia de descanso pleno, o papa Francisco inicia nesta quarta-feira sua agenda de atividades oficiais da Jornada Mundial da Juventude. Nele, o Santo Padre se desloca e dorme em Aparecida, de onde retorna ainda hoje para assumir, na quinta, uma intensa agenda no Rio de Janeiro.
Fonte: Terra
Já em Aparecida, o Papa participa às 10h da veneração da imagem da Virgem na Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Meia hora depois o local sedia uma missa com homilia do Santo Padre. Às 13h, Francisco almoça com o Séquito Papal, os bispos da Província Eclesiástica de Aparecida e os seminaristas locais do Seminário Bom Jesus.
O Papa retorna por volta das 16h para o Rio de Janeiro onde, às 18h30, encerra sua agenda com visita ao Hospital São Francisco de Assis na Providência. O trajeto do aeroporto até o hospital será feito inteiramente em um carro coberto, mudando a previsão inicial de empregar também o carro aberto.​
À parte a agenda do Papa, o dia tem também como destaque o início das catequeses e segue com a Feira Vocacional na Quinta da Boa Vista.
Abertura oficial
A terça-feira foi de descanso para o Papa, mas de intensas atividades para os demais peregrinos da JMJ. Milhares de jovens participaram de atividades pelas paróquias da cidade e da Feira Vocacional na Quinta da Boa Vista.
À medida que o dia avançava, o tempo do Rio de Janeiro ia adquirindo ares invernais com queda da temperatura, vento e pancadas d’água. O ambiente se manteve até o início da noite, quando teve início em Copacabana a missa de abertura oficial da JMJ, conduzida pelo arcebispo Dom Orani Tempesta.
Papa  recebido com flores por Dilma; veja chegadaClique no link para iniciar o vídeo
Papa recebido com flores por Dilma; veja chegada
O frio, todavia, não impediu que pelo menos 500 mil pessoas ocupassem a praia para com bandeiras de dezenas de nações para ver os shows de abertura e acompanhar a homilia de Tempesta. Nela, Dom Orani falou sobre a “crise de valores” da sociedade e apostou nos jovens como a esperança do futuro. Ele também lembrou os jovens mortos na tragédia de Santa Maria (RS).
Nas ruas, a terça-feira não viu os protestos do dia da chegada do Papa, mas a cidade viveu um dia de novos transtornos e engarrafamentos pelas mudanças no trânsito, que incluíram isolamentos parciais em Copacabana. Durante a tarde, uma pane elétrica interrompeu o funcionamento do metrô. A previsão, todavia, é de mais chuva até o final da semana na capital carioca.
Papa Francisco no Brasil
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos com o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países. O JMJ 2013 marca também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março deste ano.

São Paulo tem nesta quarta-feira a madrugada mais fria desde 2000

Pedestre enfrentou forte frio no largo Santa Cecília, em São Paulo, nesta quarta-feira Foto: Nico Nemer / Futura Press
Pedestre enfrentou forte frio no largo Santa Cecília, em São Paulo, nesta quarta-feira
Foto: Nico Nemer / Futura Press

Nos aeroportos da capital, as mínimas foram 6ºC em Congonhas e 7ºC no Campo de Marte. Ontem, a cidade teve a tarde mais fria desde 2004, segundo o Inmet. A medição da temperatura às 15h foi de 10,6°C no Mirante de Santana.
Na avenida Paulista, os termômetros de rua chegaram a registrar 5ºC e na estação operada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), 4ºC em Parelheiros, zona sul de São Paulo. Para comparativo, no entanto, a Climatempo usa apenas os dados oficiais de medição do Inmet. A capital paulista enfrentou a madrugada mais fria do ano nesta quarta-feira. A estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 5,2ºC. A cidade não tinha uma temperatura tão baixa desde 18 de julho de 2000, quando a estação no Mirante de Santana marcou 4,1ºC, segundo a Climatempo. 


Fonte: Terra

terça-feira, 23 de julho de 2013

Pré-candidato Aécio Neves é quem tem potencial para crescer

Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, o Filósofo Renato Janine Ribeiro diz que o pré candidato a presidência Aécio Neves (PSDB-MG) é o real desafiante político da presidente Dilma e que ela e o PT deveriam se preocupar mais com o senador mineiro: “quando sonhos e utopias cederem lugar ao feijão e ao fator prosaico da política, os tucanos avançarão nas pesquisas”.

Fonte: Valor econômico



Senador Aécio Neves: líder da oposição


Qual o rumo do governo? – RENATO JANINE RIBEIRO

Que repercussões os recentes protestos terão nas eleições de 2014? A pesquisa divulgada esta semana pela CNT mostra que Dilma Rousseff continua líder, mas com só um terço dos votos, enquanto Marina Silva garante 20%, seguindo-se Aécio Neves, com 15%, e fechando a fila com Eduardo Campos e seus 7,4%. É uma escadinha. Assim Dilma ainda pode se reeleger, com certa dificuldade, mas os tucanos ficariam fora da final pela primeira vez desde 1989. Só que tudo pode mudar.

Pode mudar, mas há parâmetros novos: Dilma tem pouco mais do que o piso petista. Os votos adicionais, que desde a campanha de 2002 permitiram uma sucessão de vitórias do PT, foram embora. Já Marina pode ter apenas um soluço de popularidade. Ela não ofende, soma em vez de agredir e seu discurso é o mais próximo das manifestações de rua. Mas seu partido é, parte por convicção, parte por fragilidade mesmo, pouco sólido para assegurar um bom desempenho em 2014 – até porque, segundo a sabedoria convencional, ele precisaria de palanques nos Estados, ou seja, como já afirmei aqui, necessita assegurar a governabilidade antes, e não depois, das eleições. Eduardo Campos bem pode desistir, porque não sei se lhe interessa concorrer para ter menos de dez por cento dos sufrágios; isso pode comprometer projetos futuros. Resta Aécio.

Neste momento, se Marina é a challenger moral de Dilma, porque une todos os atributos para propor outro rumo ao País, Aécio é seu desafiante político. Pode estar atrás dela – e isso é normal, dado o protagonismo que Marina alcançou – mas tem os governadores, prefeitos e parlamentares que escoram uma campanha eleitoral. Quando sonhos e utopias cederem lugar ao feijão e ao fator prosaico da política, os tucanos avançarão nas pesquisas. O tempo da usura e do desgaste milita em seu favor. Basta não cometer erros maiores – e já vimos que Aécio não os fará. Pode falhar, mas não errar. Explico: Serra errou, por agressividade. Aécio demorou a assumir posições, não se projetou ainda como presidenciável para valer, mas a restrição a ele não vai além do “ainda”, o que, para um político jovem e cheio de vida, não constitui um problema maior.

Assim, na hora de ver quem ganhou e quem perdeu com a mudança no panorama político desde o dia seguinte ao Dia dos Namorados, dá para dizer: perderam Dilma e o PT, que podem se recuperar, mas terão que dar duro; ganha Marina, mas o que em teatro se chama um “succès d”estime”, um sucesso de crítica, que não necessariamente se traduz em sucesso de público: é a vitoriosa moral; e ganham os tucanos.

Isso é curioso. Dos quatro presidenciáveis que citei, quem mais apareceu foi Marina Silva, seguida de Dilma Rousseff, que não podia se omitir quando entraram em cheque seu governo e partido. Mas o possível beneficiário político da crise é justamente – assim como Eduardo Campos – quem menos falou, porque talvez menos tivesse a dizer, sobre o clamor popular.

Agora, o que fica interessante é que tanto Marina quanto Aécio colocam a necessidade de uma nova agenda para o País, a do pós-Bolsa Família, como ele a chamou. Com efeito, os programas petistas mais populares, essa bolsa e o Pró-Uni, são medidas emergenciais contra a miséria e a injustiça social; ora, como ficará o País depois que sair da emergência? Quando as políticas – justamente – do PT tiverem levado o Brasil a uma normalidade, a uma saúde social, o que terão os candidatos a propor? Aqui me parece estar a questão quase fatal posta a cada um dos aspirantes ao Planalto.

Mesmo a falha na questão prejudica, em vez de ajudar, Dilma. Se é fato que os muito pobres e miseráveis passaram de 100 a 50 milhões no governo Lula, o problema é que as dezenas de milhões faltantes são as mais difíceis de retirar da grande pobreza. Portanto, a agenda petista não caducou. Continua sendo necessário erradicar a miséria. Mas já não está em jogo o destino de metade dos brasileiros, e sim de um quarto. Para os outros, novas agendas são necessárias. Aécio propõe a criação de novos empregos graças ao setor privado. Marina faz uso da ambiguidade da palavra “sustentável” – que nasce para tratar do verde, porém se pode aplicar a tudo, até mesmo à sustentabilidade de uma empresa no plano econômico, o que, sozinho, nada tem em comum com a ecologia – para sugerir uma revisão radical da economia e da sociedade. É a candidata, é o partido (ou Rede) mais utópico – e mais intelectualizado. Mas, enquanto isso, Dilma tem que formular sua proposta para o “day after” à pobreza, ao mesmo tempo que precisa continuar a erradicá-la. Jornada dupla de trabalho…

Para dificultar as coisas, seus antecessores deixaram marcas claras e populares. FHC concluiu a luta contra a inflação iniciada por Itamar Franco. Lula virou a política brasileira pelo avesso com a inclusão social. Mas qual é a marca de Dilma? Mesmo suas iniciativas mais fortes, como a redução na taxa de juros, trazem críticas sérias. Estamos naquele momento difícil em que qualquer movimento do cobertor mais expõe ao frio do que protege do calor. Propostas tão diferentes entre si como o plebiscito e o Mais Médicos geram efeitos negativos de tudo o que é lado. Será um problema de comunicação, como atiladamente observou Jânio de Freitas? Ou será mais fundo: de concepção? Não está claro o que o governo pretende. E a inércia das coisas, que até meados de junho favorecia a reeleição, agora a submete a um bombardeio cerrado. A boa fortuna de Dilma é que ela tem algu m tempo – não muito, mas talvez o bastante, se mostrar “virtù” suficiente, para desenhar uma marca a aplicar às coisas.


Trinta anos depois, Kate segue os passos de Diana



Kate voltará a ser alvo das inevitáveis comparações com Diana, a mãe do príncipe William. (Foto: Getty Images)

Quando o "bebê real" nascer, Kate, prestes a dar à luz, voltará a ser alvo das inevitáveis comparações com Diana, a mãe do príncipe William, cuja sombra a persegue mesmo 16 anos depois de sua morte.

Desde que assumiu o relacionamento com o primogênito do príncipe Charles e da princesa Diana, a jovem tem sido alvo de todo tipo de comparações com a "princesa do povo", que continua ocupando um lugar especial no coração dos britânicos.
Um colunista chegou a chamar Kate de "sub-Diana", em referência à aura que circunda a mãe de William, conhecida por sua elegância glamourosa, sua franqueza e sua dedicação às pessoas que passam por dificuldades.
Ao dar a Kate a aliança de compromisso que era de sua mãe, com o objetivo de "uni-las", o próprio William favoreceu estas incessantes comparações.
Além disso, Kate segue os passos de Diana em vários aspectos. Assim como Lady Di, a nova queridinha dos britânicos visita crianças doentes em hospitais, onde sua naturalidade e bondade são elogiadas.
Kate também apoia fundações que se dedicam à luta contra os vícios e se tornou um ícone da moda e das roupas, que se esgotam nas lojas em poucas horas. Ambas tiveram que enfrentar a curiosidade insaciável da imprensa e as intermináveis especulações em torno das suas gestações.
Não há dúvidas de que a discrição e a moderação de Kate são frutos das lições aprendidas com a vida agitada de Diana, perseguida durante anos pelos fotógrafos e tragicamente morta em um acidente de carro, depois de ser perseguida por paparazzi.
Porém, se existe um aspecto em que Kate, assim como William, espera seguir os passos de Diana, é na relação próxima com os filhos, muito diferente da educação rígida que imperou durante muito tempo na família real britânica.
"Diana sem dúvida alguma rompeu paradigmas: levava William em suas viagens e fazia o possível para estar em casa à noite para pôr os filhos na cama", lembrou seu ex-secretário pessoal, Patrick Jephson.
"Quando estávamos fora do país, ela se assegurava de estar no fuso horário correto para poder falar com os filhos pelo telefone. Eles sempre estavam em seu coração, onde quer que estivesse. E eu acho que o mesmo acontecerá com Kate", acrescentou Jephson em uma entrevista à AFP.
Diana se esforçou para que seus filhos tivessem uma noção de como é a "vida de verdade", fora da proteção da realeza, uma preocupação que os duques de Cambridge também têm.
Assim como Diana, Kate dará à luz no hospital St. Mary de Londres, o mesmo em que nasceu William em 1982, rompendo com a tradição dos nascimentos nas residências reais.
O jovem casal se mudará antes do fim do ano para um luxuoso apartamento no palácio de Kensington, a antiga residência de Diana, que foi reformada para eles.
No entanto, Kate provavelmente será muito diferente da princesa Diana em muitos aspectos: casada muito jovem, pouco preparada para a pressão da mídia, Lady Di deixou rapidamente o caminho que haviam traçado para ela, mostrou ao mundo e a seus filhos seus desentendimentos com o príncipe Charles e transformou a vida da família real em uma verdadeira novela.
Casada aos 29 anos, Kate sabe perfeitamente aonde vai e parece decidida a cumprir com o papel que lhe foi atribuído.
Seus primeiros passos na cena pública foram dados sem tropeços.
"Já pudemos ver que ela tinha, naturalmente, muitas das qualidades indispensáveis para os membros da família real", destacou Jephson.