quinta-feira, 20 de junho de 2013

Aécio, Marina e Campos criam estratégia única contra PT

Eleição 2014: Prováveis candidatos em 2014, Aécio, Marina e Eduardo Campos têm em comum o adversário nas eleições: O PT. Preocupados em unir forças, eles vêm conversando sobre a possibilidade de uma atuação com estratégia única,  já que a Câmara votou e aprovou em regime de urgência, em abril, o projeto de lei que inibe a criação de novos partidos e o acesso deles ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda política na TV.

Fonte: Estadão


Aécio, Marina e Campos criam estratégia única contra PT
Aécio, Marina e Campos criam estratégia contra PT


"Pensaram que iam nos dividir. Mas nós nos unimos", explica o senador Aécio Neves, que se encontrará na segunda-feira (24) com Eduardo Campos, no Recife. Além do encontro, de acordo com informações dos auxiliares dos três candidatos, para manter alinhado o discurso, eles trocam telefonemas pelo menos uma vez por semana.


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Eleições 2014: pesquisas confirmam a tendência de queda da presidente Dilma

Mais reveladores do que os números de uma pesquisa ou outra é para onde a sequência deles aponta. E o conjunto...

Fonte: MSN




Mais reveladores do que os números de uma pesquisa ou outra é para onde a sequência deles aponta. E o conjunto de pesquisas sobre a popularidade presidencial indica que a tendência da aprovação de Dilma Rousseff é de queda. Pouco inclinada e desde um patamar alto, é fato, mas o sentido da mudança é para baixo.

O Estadão Dados criou um índice de popularidade presidencial baseado na média móvel de todas as pesquisas de opinião disponíveis, de diversos institutos: Ibope, Datafolha e MDA, por exemplo. O IndiPop usa o saldo da popularidade: a quantidade de opiniões positivas (ótimo e bom) descontadas as avaliações negativas (ruim ou péssimo).

O IndiPop de Dilma variou de 58 pontos em março para 52 em abril, 49 em maio, 48 em junho e 45 pontos agora. Embora pequenas, todas as oscilações ocorreram num mesmo sentido. Foram cinco quedas consecutivas, caracterizando uma tendência.

Desde março, o IndiPop de Dilma voltou a convergir com outro índice, o que mede a confiança do consumidor (INEC). Popularidade e consumo têm alta correlação no Brasil: para onde vai um, o outro vai também. Desde Fernando Henrique, consumidor satisfeito significa governante bem avaliado.

Entre junho de 2012 e o começo deste ano, porém, a popularidade de Dilma se descolou da confiança do consumidor - sugerindo que parte da aprovação da presidente carecia de sustentação. A queda dos últimos meses confirma essa hipótese. A questão é: até onde?

É muito raro a popularidade presidencial cair quando a confiança do consumidor sobe. Será interessante observar se essa regra vai sobreviver ao efeito da onda de protestos que para o Brasil. Até agora, Dilma perdeu popularidade a despeito das manifestações. As pesquisas foram feitas antes de o movimento ganhar força.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Entrevista coletiva do senador Aécio Neves: 25 anos do PSDB e manifestações pelo país

Aécio Neves: Nós, diferente do PT, não temos dificuldade em reconhecer méritos nos nossos adversários. E o ex-presidente Lula, ele, pelo menos, teve dois grandes méritos. Manter a política macroeconômica herdada do governo anterior, desdizendo seu discurso, mas mantendo os conceitos de metas de inflação, câmbio flutuante, superávit primário, e a segunda grande virtude foi ter adensado, ampliado os programas de transferência de renda. Uma virtude do presidente.

Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente


          Crédito: George Gianni/PSDB Divulgação

Em coletiva, Aécio fala sobre o lançamento da Exposição 25 anos de fundação do PSDB e 19 anos do lançamento do Plano Real.
Local: Câmara dos Deputados, Brasília – DF
Data: 18-06-13

Sobre a exposição na Câmara


Não conseguimos mostrar tudo, porque o espaço era pequeno para tantos avanços que o PSDB trouxe para o Brasil. Sintetizamos no título da exposição aquilo que achamos que é correto, é o partido que mudou o Brasil. Mudou o Brasil como? Com a estabilidade econômica, com o início dos programas de transferência de renda, com as privatizações essenciais à modernização da economia brasileira, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Essas foram as mudanças estruturais que ocorreram no Brasil. Avanços vieram depois sim, mas exatamente no leito dessas mudanças ocorridas no governo do presidente Fernando Henrique.

Nós, diferente do PT, não temos dificuldade em reconhecer méritos nos nossos adversários. E o ex-presidente Lula, ele, pelo menos, teve dois grandes méritos. Manter a política macroeconômica herdada do governo anterior, desdizendo seu discurso, mas mantendo os conceitos de metas de inflação, câmbio flutuante, superávit primário, e a segunda grande virtude foi ter adensado, ampliado os programas de transferência de renda. Uma virtude do presidente. Mas acho que hoje há um sentimento claro de que o Brasil precisa de um novo rumo, de um novo direcionamento.

Manifestações no país

Concordo com o presidente Fernando Henrique. Esse movimento que ocorre hoje em todo o Brasil não pode nem deve ser apropriado por ninguém. Seria um grande equívoco porque não seria legítimo. É um movimento difuso, mas que encontra em certa insatisfação generalizada o seu motor, o seu combustível maior. É preciso que primeiro respeitemos o movimento. Muita gente que estava nas ruas não era nem nascida quando tivemos a última grande mobilização de massas no Brasil, que foi o impeachment do ex-presidente Collor. Então é natural que essas pessoas queiram se manifestar.

Agora, para mim, fica claro que o Brasil cor-de-rosa, pintado e cantado em versa e prosa da propaganda oficial, do Brasil sem miséria, das empresas batendo recordes de produção, da saúde e da educação avançando, não encontra correspondência na vida real das pessoas. Portanto, é um alerta para todos os governantes de todos os níveis, mas devemos receber isso, como democratas que somos, com enorme respeito até para que possamos compreendê-lo ao longo do tempo.

Sobre participação nas ruas

Sou parlamentar com 30 anos de mandato, mas qualquer manifestação que significa uma tentativa de apropriação de direcionamento objetivo deste movimento é um equívoco. Ele não é apenas contra o governo, é uma insatisfação generalizada. Os serviços públicos são de péssima qualidade, o custo de vida aumenta a cada dia. A saúde, a educação e a segurança pública estão caóticas no Brasil. Então, há um sentimento difuso hoje e é um sinal da sociedade que deve ser reconhecido e recebido com muita humildade pelos governantes. Acho um equívoco tanto alguém querer se apropriar deste movimento quanto também transferir responsabilidades para outros. Portanto vamos ter muita cautela. Agora, é claro, que quem está no governo, obviamente, terá de dar respostas mais claras.

Transferiram a responsabilidade para o governo em São Paulo?

Acho que, se tentaram, isso não tem o menor efeito. Repito, acho que, obviamente, os que estão no governo têm maiores preocupações, quaisquer que sejam os partidos políticos. È isso que ocorre não apenas no Brasil, isso ocorre no mundo. As redes, hoje, a internet é um avanço do nosso tempo. Portanto, esses movimentos, que ocorrem hoje, no Brasil, ocorreram ao longo dos últimos anos em outros países do mundo. Temos que recebê-los respeitosamente, obviamente estabelecendo limites para sua atuação, a depredação, enfim imóveis, a depredação de patrimônio público não é adequada. Mas o sentimento da grande maioria, da quase unanimidade das pessoas que estão indo às ruas, não é esse. Não é o da depredação. Não é da ocupação de prédios públicos. Ao contrário. É o da manifestação. É uma insatisfação generalizada.

O Sr. acha que tem algum grupo infiltrado para desacreditar o movimento?

Sinceramente não acredito. Acho que foi muito pouco tempo para que isso ocorresse. Acho que o governo ainda está perplexo com a dimensão que o movimento tomou. Acho que, naturalmente, dentro desses movimentos com tanta gente, é possível que existam grupos ali com outros objetivos, mas o tempo vai depurando isso.

Prefiro ficar na parte sadia. Isso acontece apenas nas democracias. Se houve um excesso aqui, um excesso acolá, eles devem ser contidos. O movimento por si só é quase que como você destampar a tampa da panela. As pessoas estão se sentindo incomodadas. Repito aqui, pelo transporte de péssima qualidade, pelo alto custo de vida e queriam dizer isso. E estão dizendo isso com muita clareza. Obviamente, quem está no governo deve ter maiores preocupações.


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Copa catalisa protestos no Brasil, diz jornal britânico

Capa do diário 'Independent' pergunta: 'A gente se vê no Rio?', e diz que manifestações são ligadas à preparação do Mundial.

Fonte: G1

O jornal britânico 'Independent' dedica a manchete desta quarta-feira (19) aos protestos que inflamam as principais cidades brasileiras. Com o título 'A gente se vê no Rio? Protestos contra a Copa do Mundo varrem o Brasil', a matéria liga as convulsões sociais com as preparações para o Mundial no ano que vem.
O texto diz que quando o presidente da Fifa, Sepp Blatter, anunciou em 2007 que a Copa seria sediada no Brasil, ele previu que o evento teria um grande impacto social e cultural no país.
'E teve, mas não como ele esperava', diz o 'Independent'. 'Em vez de unir o Brasil em festa, o maior prêmio do futebol, que está voltando ao país que o sediou há 54 anos e que ganhou mais títulos mundiais do que qualquer outro, está se provando ser um catalisador para grandes protestos'.
Copa cataliza protestos no Brasil, diz jornal britânico (Foto: BBC)Copa cataliza protestos no Brasil,
diz jornal britânico (Foto: BBC)
O texto diz que os protestos, os maiores de uma geração, são 'um choque' para as autoridades, que não estão habituadas ao descontentamento popular.
O texto lembra que as mobilizações acontecem durante a Copa das Confederações, um mês antes da Jornada Mundial da Juventude, a um da Copa do Mundo e dois das Olimpíadas.
'Os brasileiros sofrem há muito tempo com um Estado ineficiente, com estimados 30 bilhões de libras desviados em evasão fiscal e corrupção todos os anos', acrescentando que os 40 milhões de brasileiros que passaram a integrar a classe média agora 'querem mais de seus governantes'.
'O que começou com o Movimento Passe Livre agora está ganhando o nome de 'Revolução do Vinagre', depois que pelo menos uma pessoa foi presa por carregar um vidro de vinagre para aliviar os efeitos das bombas de gás lacrimogêneo'.
Reação
Em seu blog BeyondBrics, o portal do diário financeiro britânico 'Financial Times' comentou o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff que disse que a voz das ruas têm de ser ouvida.
'Como reação política, sua estratégia foi clara. Até agora os protestos não tiveram sua administração como foco, mas sim os governos estaduais e prefeitos, além de governantes e responsáveis diretos pela gerência de serviços públicos', diz o texto.
O 'FT' avalia que, como até agora as manifestações têm como alvo todos os partidos, o objetivo de Rousseff será se tornar 'o menor alvo possível', enquanto tentará negociar com políticos locais, como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sobre como acalmar a situação.
'Se eles conseguirem planejar uma forma dele voltar atrás na proposta de aumentar a tarifa de ônibus, deve ser o suficiente para acalmar um pouco os protestos e dar a presidente um tempo para respirar'.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Aécio Neves 2014: até quando Dilma segurará o PMDB?

Senador Aécio Neves 2014: já se pode ver que existe uma forte ala do PMDB pressionando o partido para ficar independente durante as próximas eleições

Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente


Senador Aécio Neves



Até quando a presidente Dilma Rousseff conseguirá segurar o PMDB na sua base aliada? Se depender de uma grande ala do partido, a separação deveria ser imediata. Com a proximidade das eleições de 2014 e o crescimento de Aécio Neves e Eduardo Campos nas pesquisas, caciques do partido já defendem uma posição de independência da legenda no próximo ano.

Em recente coluna na revista Época, o jornalista Felipe Patury revela que parte significativa da bancada dos deputados federais do PMDB defende o lançamento de candidaturas próprias aos governos estaduais em 2014, independente de uma aliança com o PT.

CLIQUE AQUI E LEIA A ÍNTEGRA DA COLUNA DA REVISTA ÉPOCA

Segundo ele, até mesmo o líder do partido na Câmara dos Deputados e desafeto velado da presidente Dilma Rousseff, Eduardo Cunha (RJ), tem estimulado esta corrente contrária ao casamento entre PT e PMDB.

Em muitos estados, os diretórios do partido possuem um grande alinhamento com o PSDB do senador Aécio Neves. Até mesmo em Minas Gerais, onde o PMDB compõe um bloco de oposição ao governo do tucano Antonio Anastasia, existe uma ala afeita a uma composição com o PSDB.

O racha entre peemedebistas e petistas no Rio de Janeiro também é evidente. A insistência do senador Lindbergh Farias (PT) em ser candidato a governador em 2014 vai em direção contrária ao acordo firmado pela cúpula do seu partido para apoiar o atual vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

O governador Sérgio Cabral (PMDB) nega as rusgas, mas não irá sustentar esse clima aparente de tranquilidade se o PT realmente romper o acordo e lançar Lindbergh.

O desgaste entre PT e PMDB já foi externado nas últimas votações no Congresso Nacional. E novos deslizes da presidente Dilma Rousseff podem ser fatais para que, em 2014, seu grande aliado se junte a Aécio Neves.

Manifestantes tomam café e varrem frente do Palácio dos Bandeirantes

Cerca de 30 pessoas seguiam nesta manhã em frente à sede do governo.
Na noite anterior, grupo arrombou portão e houve confronto com a PM.

Fonte: G1

Manifestantes organizam café da manhã (Foto: Kleber Tomaz/G1)Manifestantes organizam café da manhã
(Foto: Kleber Tomaz/G1)
Cerca de 30 manifestantes organizaram um café da manhã nesta terça-feira (18) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. O clima era tranquilo em frente à portaria 2, onde eles se concentram. Eles chegaram a varrer a frente da sede do governo onde ainda havia sujeira que sobrou do conflito ocorrido na noite de segunda-feira (17). A polícia acompanha o ato à distância.
O Palácio dos Bandeirantes foi o único ponto que registrou tumulto durante a manifestação que reuniu cerca de 65 mil pessoas em São Paulo. Um grupo conseguiu arrombar a portaria 2 do Palácio dos Bandeirantes por volta das 23h. A polícia reagiu com bombas de efeito moral e gás de pimenta. Após a situação se acalmar, o grupo decidiu passar a noite em frente ao palácio.
(O G1 acompanhou em tempo real a manifestação, em fotos e vídeos: veja aqui.)

A Avenida Morumbi, que passa em frente ao Palácio dos Bandeirantes, segue bloqueada nesta manhã. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a via está interditada no sentido Morumbi. Devido ao bloqueio, a CET montou uma faixa reversível. Para o motorista que seguia na direção do Aeroporto de Congonhas, a companhia indicava um desvio pela Avenida Giovanni Gronchi, passando pela Praça Roberto Gomes Pedrosa e pelas avenidas Jules Rimet e Padre Lebret. O tráfego era intenso na região por volta das 9h15.
Estudante de veterinária começou a protestar na tarde de segunda (Foto: Kleber Tomaz/G1)Estudante de veterinária começou a protestar
na tarde de segunda (Foto: Kleber Tomaz/G1)
Os manifestantes ajudam a organizar o trânsito em frente ao Palácio e pedem para os motoristas buzinarem em apoio ao protesto. Eles disseram ao G1 que não esperam ser recebidos pelo governador Geraldo Alckmin, mas que têm a expectativa de que outras pessoas venham reforçar o bloqueio.
O grupo não descarta a possibilidade de caminhar até a sede da Assembleia Legislativa de São Paulo, na região do Ibirapuera.
Integrante do Grupo Moradores do Morumbi passa para dar apoio (Foto: Kleber Tomaz/G1)Integrante do Grupo Moradores do Morumbi passa
para dar apoio (Foto: Kleber Tomaz/G1)
A engenheira civil Maristela Reis, do Grupo Moradores do Morumbi, passou em frente ao palácio e parou para conversar com os manifestantes. "Vim dar o apoio do grupo ao movimento. Tenho 15 minutos e vim me solidarizar. Nosso grupo sempre protestou por mais segurança, menos violência e contra a PEC 37 (que limita o poder de investigação do Ministério Público)", afirmou.
Vassoura emprestada
As pessoas que permaneceram em frente ao palácio ainda carregavam os cartazes do protesto. Uma fogueira foi feita durante a madrugada na Avenida Morumbi, que passa em frente ao edifício. Nesta manhã, era possível ver pichações nos muros externos da sede do governo e no asfalto, todas relacionadas ao aumento das tarifas do transporte urbano. Um grupo varria o chão onde ainda havia sujeira do ato. A vassoura foi emprestada por funcionários do palácio, segundo os manifestantes.
Manifestantes não esperam ser recebidos pelo governador (Foto: Kleber Tomaz/G1)Manifestantes não esperam ser recebidos pelo
governador (Foto: Kleber Tomaz/G1)
A estudante de veterinária Agnes Ferreira, 21, saiu às 17h da Avenida Faria Lima, na Zona Oeste da capital paulista e caminhou até a sede do governo. "Resistimos aqui. Jogaram cinco bombas na gente. Também deram dois tiros de bala de borracha", afirmou.
Avaliação do governo
A avaliação do governo do estado é que a estratégia de estabelecer um diálogo entre a Secretaria de Segurança e os líderes do movimento funcionou com perfeição, resultando em uma manifestação tranquila em praticamente todo o trajeto, informou o Bom Dia São Paulo.
Após o confronto entre manifestantes e policiais militares na noite da última quinta-feira (13), o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, anunciou no domingo (16) a mudança nos procedimentos para acompanhar os protestos. O uso de balas de borrachas foi descartado assim como a mobilização da Tropa de Choque. A PM foi orientada a agir, durante as manifestações, somente em caso de provocação e vandalismo.
Segundo o Palácio dos Bandeirantes, fracassou a tentativa de uma minoria de usar ações violentas para criar distúrbios e desvirtuar a manifestação.
O governo do estado disse que reconhece que o protesto a cada dia ganha força e que espera os acontecimentos para compreender a demanda dos manifestantes. Com relação à tarifa da passagem do Metrô, a princípio, ela não cai e segue em R$ 3,20.
Destino da manifestação
A sede do governo paulista foi um dos destinos dos manifestantes na última segunda. Uma parte do grupo esteve na Avenida Paulista e outra, na Assembleia Legislativa, onde não foram registrados incidentes. 
O tumulto na frente do Palácio dos Bandeirantes começou cerca de uma hora e trinta minutos depois de a passeata chegar ao local. Sob gritos de "o Palácio é nosso", os manifestantes pediam para que a entrada fosse liberada. A polícia apenas acompanhava, do lado interno, as manifestações.
Ainda antes do portão ser arrombado, rojões foram jogados pelos manifestantes e a entrada foi forçada. Neste momento, líderes do movimento tentavam pedir calma ao grupo. Em conversa com um representante da PM, chegou a ficar acordado que uma comissão seria recebida no Palácio.
Entretanto, a negociação não foi concretizada. Parte do grupo discordava do combinado e forçou a entrada, arrombando o portão. A PM reagiu lançando bombas e conseguiu dispersar o grupo e fechar a portaria. Por volta das 23h30, jovens interditavam uma das esquinas da Avenida Morumbi com uma fogueira e foram dispersados pela PM com bombas.
Nas imediações, um ônibus teve um vidro quebrado e foi pichado. Xingamentos contra o governador e palavras de ordem foram pichadas no portão 2. Cerca de meia hora depois do tumulto, novamente manifestantes se concentraram em frente à portaria do Palácio, onde também acenderam uma fogueira.

Manifestação
O quinto dia de protestos começou com a reunião de milhares de manifestantes no fim da tarde, no Largo da Batata. Cerca de 65 mil pessoas participaram do ato, segundo estimativa da PM.
Após os manifestantes se dividirem pela capital paulista, ao menos 3 mil pessoas chegaram ao Palácio dos Bandeirantes, de acordo com balanço da polícia às 22h. Apesar do confronto no Palácio, não foram registrados incidentes em outros pontos da capital paulista.
Fogo em frente ao Palácio dos Bandeirantes (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Fogo em frente ao Palácio dos Bandeirantes (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
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Muro do Palácio dos Bandeirantes foi pichado (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Muro do Palácio dos Bandeirantes foi pichado (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
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Dois ônibus foram vandalizados na Avenida Morumbi; passageiros foram obrigados a descer e veículos foram deixados atravessados na via (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Dois ônibus foram vandalizados na Avenida Morumbi; passageiros foram obrigados a descer e veículos foram deixados atravessados na via (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Os velhos - Artigo do senador Aécio Neves para a Folha De S.Paulo

Aécio Neves: Ao lembrar a figura do Velho do Restelo, personagem de Camões que simboliza o pessimismo diante dos novos tempos, a presidente Dilma Rousseff parece ter se esquecido da trajetória do próprio partido.

Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente

Senador Aécio Neves: líder da oposição


Quando a caravela do Plano Real estava pronta para zarpar, em 1994, o Velho do Restelo petista foi o primeiro a insistir: não vai dar certo. Assim também já havia acontecido com a Constituição de 1988, que o PT ameaçou não assinar.

Ou, ainda, quando expulsou dos seus quadros os deputados eleitores de Tancredo, desprezando o caminho mais curto para o reencontro do Brasil com a democracia.

Para decepção desse Velho do Restelo, o que deu errado foram suas previsões -a ditadura militar chegou ao seu fim, a Constituição inaugurou um novo tempo e o Plano Real trouxe estabilidade e prosperidade para o país. O Brasil pôde então singrar por mares nunca dantes navegados.

A queda da aprovação da presidente não deveria abalar o governo federal como o fez.

A chefe da nação precisa manter serenidade para encontrar um caminho consistente a fim de reverter o quadro de dificuldades que o país está enfrentando.
E, também, para enfrentar a perda de credibilidade internacional manifestada, agora, pela agência Standard & Poor's ao alertar para uma perspectiva negativa da economia brasileira.

Há um episódio exemplar que resume a facilidade com que governantes se entregam à avaliação rósea dos bajuladores. Dizem que, na época da ditadura, a dona do "Jornal do Brasil" compareceu a um almoço com o então presidente Costa e Silva. Ele teria se queixado da severidade dos editoriais em relação ao governo.

A interlocutora explicou que o veículo adotava uma postura de "crítica construtiva". "Agradeço, mas eu gosto mesmo é de elogio", teria dito Costa e Silva, em resposta que parece estranhamente atual.

A analogia literária do Velho do Restelo cedeu lugar à galhofa do ministro da Justiça, que comparou a oposição a um personagem de desenho animado de sucesso. Aquele que vive reclamando: "Ó céus, ó vida, ó azar, ó dia...".

A lembrança é boa porque, na verdade, o personagem combina com os próprios petistas, obrigados a receber quase todos os dias notícias ruins: o pibinho ("ó céus!"), a volta da inflação ("ó azar!"), o caos logístico ("ó dia!").

Tendo em vista o nervosismo e a intolerância manifestados pelo governo nos últimos tempos e a sua crescente tendência autoritária de desqualificar toda e qualquer crítica, não será surpresa se os mesmos que, irresponsavelmente, acusaram a oposição pelo episódio do Bolsa Família concluírem que foi a mesma oposição que arregimentou 70 mil torcedores para vaiar a presidente da República. Ó vida!